18/03 – Dia 91 – Tokyo – Agatsuma

O dia da aventura parte 1. Objetivo: encontrar a casa de samurais, onde a minha tataravó nasceu. Informações coletadas: fica em Agatsuma, uma pessoa que costumava trabalhar em um correio chamado Atsuda sabe onde é, ele é irmão do Noriki san, um amigo antigo da família. Detalhe: não falo um pingo de japonês, e certamente ninguém na cidade fala um pingo de inglês. Vantagem: tenho uma foto da casa.

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Bom, pedi pra Yuka escrever um baita texto explicando a situação em japonês, e parti pra minha busca. Fui até a estação Tokyo e peguei um trem até Takasaki. De lá, depois de uns 40 minutos (que passei comendo um meio que ice cream sandwich – era bom, mas a bolacha era tipo de maizena..não é igual ao original) peguei outro trem até Gobara station. Dei uma leve cochilada, e quando acordei, estava no interior do interior do Japão. Só montanhas, campos de arroz, algumas casinhas espalhadas. Até assustei.

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A estação de metrô que desci era uma casinha no meio do nada. Hahaha
Antes estava super confiante, mas visto esse cenário comecei a achar um pouco mais complicado do que eu estava imaginando. Bom, mas sem perder as esperanças.
Caminhei até o correio, passei por um rio lindo.. A cidade me trouxe uma energia muito forte, foi bem emocionante estar lá, até chorei. Hehehe
As casas são todas bem bem tradicionais, e a grande maioria dos moradores são velhinhos. Em média, são 15 mil habitantes.

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Cheguei no correio, outra casinha super pequena e simples. Entreguei meu papel escrito em japonês pro senhor que estava trabalhando lá, e conforme imaginei, ele me respondeu em japonês e eu não entendi nada. Depois, ele me fez um mapa com tudo escrito em japonês, e eu não entendi nem o que ele estava querendo me mostrar ali.

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Pedi pra ele ligar pro Noriki san, ele ligou e pediu pra eu esperar que ele estava vindo. Sentei lá e fiquei na maior expectativa. Ganhei até um café de latinha, hehe. O senhor era muito fofinho! Eis que chega uma pessoa, mas tinha certeza que aquele não era o Norikisan. No fim, consegui entender que ele era o irmão dele, mas de novo, não falava nada de inglês. Ficamos tentando mímica, desenho, mas não estava entendo nada do que ele queria me dizer. Que desespero!
E eis que o Norikisan aparece no correio. Que alegria! Acho que ele nem lembrava de mim, tanto tempo desde a última vez que o vi em Curitiba. Bom, fui com ele até a casa dele, expliquei o rolê em português, ufa! E ele me levou até a casa. Paramos primeiro na casa do irmão, ele me mostrou e me deu umas fotos do oditian bem novinho com a família antes de embarcarem pro Brasil, do encontro da família deles com a obatian, papis e tia one, e um livro de músicas e cifras em japonês com um cd, hahaha.
Chegando na casa, encontramos só um dos moradores cuidando de uma estufa ao lado. A casa foi levemente reformada, mas ainda é bem parecida com a foto que meu tinha me mandado. Enorme, linda!! Foi muito emocionante estar exatamente onde minha tataravó nasceu, e é muito emocionante saber que venho de uma linhagem de samurais. No topo do telhado da casa, tem um brasão da família, o que era super nobre na época. A casa é incrível.

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De lá, passamos na escola onde o Oditian estudou. Ela há pouco foi desativada, e o prédio é bem bem velho. Outro lugar muito especial de conhecer. O meu vô foi um ser humano tão iluminado, que deve ter sido o máximo conhecê-lo quando criança! E como eu senti a presença dele lá em Agatsuma.

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Depois, o Norikisan me levou na casa de um amigo arquiteto. Tomamos chá e comemos bolachinha japonesa, e depois na casa da irmã dele, onde moram também a mãe e o neto. De novo, me ofereceram chá, bolo, e um trequinho rosa que parece uma gelatina. A criança era uma fofura (como toda criança japinha) e sabia tudo sobre shinkansens (trens de alta velocidade)!! Hhaha 3 anos, e falava todos os nomes, modelos, incrível. Fiquei lá um tempo debaixo dessas mesas térmicas que eles têm aqui, que são uma maravilha. É um monte de cobertorem baixo da tábua da mesa baixa, ligados na tomada. Só enfiar as pernas lá embaixo e tu fica quentinho!
Bom, aí já era hora de ir pra estação. Norikisan fofo comprou Bentô (lanchinho) pra mim, chá e umas amêndoas, pra eu ir comendo no trem. Ele foi muito fofo mesmo, me proporcionou um dia incrível! Pena que não deu pra ficar mais.
O bentô era lindo, que dó de abrir. Primeiro uma embalagem japonesa maravilhosa, depois uma caixa chiquérrima.

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Voltando pra Tokyo, fiquei só na casa conversando com o pessoal. Cada dia aparece um que mora lá, ou já morou, enfim. Todo mundo super gente boa. É uma república com gente da minha idade, gente mais velha, e o Kouki. Delícia!!! Ele estava lá hoje a noite. Fofura!! :)
Missão número 1: accomplished!
Amanhã tem a parte 2 :)

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