13/03 – Dia 86 – Hiroshima – Miyajima

O dia já começou extremamente feliz: skype com a batutada! Que saudade dos meus amores :) mas foi bom fazer parte do encontro, mesmo que virtualmente. Tou acumulando muito amor pra dar quando eu voltar!! :)

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Depois, comi um tchawan de arroz e carne express (como sempre) e alô, hiroshima! :) fui caminhando até o Peace Park. As ruas e a atmosfera é bem clean e tecnológica, tudo muito organizado e bem feito. Assim como Osaka, a cidade é cheia de pontes que cruzam um rio, amo! O dia estava super ensolarado, o que deixou tudo ainda mais bonito. O parque da paz é todo arborizado, lindo, e de novo, pura modernidade.image

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Comecei meu tour pelo museu memorial da paz. Nada fácil. Tem um monte de pertences de pessoas que foram atingidas pela bomba – em sua maioria, de crianças, fotos das queimaduras, enfim. Mas já esperava que seria difícil, o tópico não permite outra coisa.

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De lá, espalhados pelo parque ficam o Mausoléu das vítimas da bomba atômica e a fonte da paz, o memorial das vítimas da bomba atômica, e o monumento da paz das crianças. Todos lindos, e emocionantes. Ainda no parte tem uma cúpula que ficou intacta (a única parte intacta de um prédio super importante em Hiroshima na época), mas ela estava em reforma. :(

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Fiquei um tempão por lá, e depois fui pro castelo encontrar o Mikko e o Geoff. No caminho passei pela biblioteca da cidade, e fui bisbilhotar, principalmente porque mencionavam uma sessão de cinema e audio visual. A biblioteca era super tradicional, meio coxinha (tirei foto pra você, meu amor) e a parte audiovisual infelizmente era fechada. Você pedia o livro no guichê pra mulher, e eram todos em japonês. Pena, achei que ia poder ficar folheando Ozu e Kurosawa, mas não foi dessa vez.
Pra variar, me perdi. E, pra varias o japonês foi prestativo demais pra esse mundo. Eles são legais demais, não é possível! O brother estava esperando algo, com a moto ligada. Ele desligou a moto, estacionou no canto e me levou até a rua do castelo. Desceu comigo, cruzou por baixo da avenida, e foi até onde eu não me perderia de jeito nenhum. E não falava um pingo de inglês, ai como eu queria falar japonês! Não consegui entender uma única frase que ele falou. Resultado, não conseguimos conversar. Que agonia. :(

Finalmente cheguei no castelo, e antes do próprio, passei por um portão de entrada maravilhoso (aliás, todos os lugares aqui têm estradas maravilhosas), um mini museu lindo, um shrine (esses portais típicos japoneses), com uma casa pra orações, talvez? Enfim..

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O castelo é cercado por água, e é incrível! Cheio de madeira, todo imponente, mas simples. Amei! O museu dentro tem armaduras incríveis, capacetes, katanas e um andar inteiro só falando sobre banheiros, hahaha. Encontrei o Mikko e o Geoff no último andar, onde vemos a vista da cidade. De cima, acaba virando uma cidade urbana como qualquer outra.

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De lá, fomos pra um tal jardim chamado Shukkeien Garden. No caminho passamos por um muro bem massa, o muro da casa de detenção, na verdade.

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O jardim é simplesmente maravilhoso. Bem, bem japonês. Cheio de pontes, pedras, casinhas típicas, carpas, algumas plum trees, muito lindo mesmo. Valeu muito a visita! Queria muito ter um lugar desse do lado da minha casa pra fazer tudo o que eu precisasse fazer sentada lá, tomando chá.

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Saímos quando o jardim ia fechar, e fui pra JR Station pegar um trêm até a balsa pra Miyajima. Aliás, fica a dica. JR Rail Pass foi a melhor coisa que fiz antes de viajar. Você só pode adquirir se for turista e se estiver fora do Japão, e você usa as linhas da JR ilimitado. Maravilhoso! Trens bala, balsas, linhas internas na cidade..tudo! Tou me sentindo muito livre pra fazer todo o meu zigue zague. Hahaha
Peguei a balsa já no escuro. Só vi as linhas das montanhas e as luzes do outro lado. Cheguei em Miyajima e fui caminhando até o hostel. Tudo super bonitinho e chique, mas tudo fechado. Maior escuridão e quase ninguém na rua, parecia 2 da manhã e eram 07 e meia da noite. Enfim, graças a Deus encontrei um japa que me guiou até perto do meu hostel, que se eu me perdesse por lá ia ficar zanzando eternamente.

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Meu Deus, paguei caro pelo hostel mas valeu cada centavo. A casa é super tradicional, assim como o meu quarto. É um dorm com três futons e uma divisória de madeira entre eles. Coisa mais charmosa. Bem igual de filme. Cama no tatâmi, porta de madeira quadriculada de correr, biombos com pinturas. Tou no paraíso! A moça que trabalha aqui é uma fofa! A área comum tem uma baita tv, e um espaço japonês pra treinar caligrafia e fazer origâmis. Estava esfomeada, e eles têm um monte de comida que pode comer na cozinha, então me entupi de sucrilhos enquanto conversava com essa moça e uma menina da Estonia. E ficamos lá, papeando a noite toda, tomando chá, plum wine, comendo chocolate..delícia! Estava me sentindo super em casa. :) e descobri que as pessoas dsqui acreditam que Deus mora aqui, e três princesas também. Então, não tem cemitério, e se vc vem de casal, as princesas ficam com ciúmes e o casal termina. Hehe lenda, claro, mas achei interessante!

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Depois corri pra tomar banho (tem que ser antes das 23h) e vim pro quarto fazer meu primeiro futon. Sério, quero ficar aqui pra sempre! Que paz :) que feliz!!

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